"Quem paga a instalação?" costuma ser a primeira pergunta em qualquer assembleia sobre recarga elétrica — e é também um dos pontos que mais gera confusão, porque a resposta muda dependendo do modelo escolhido pelo condomínio. Vamos separar os dois cenários possíveis.
Cenário 1 — instalação individual na vaga privativa
Pela Lei 18.403/2026, quando um condômino instala um carregador na própria vaga de garagem, o custo é dele — não pode ser repassado ao condomínio nem rateado entre os demais moradores. O condômino arca com o projeto, o equipamento, a instalação e a emissão da ART/RRT do profissional responsável.
O problema desse modelo, do ponto de vista do síndico, é a fragmentação: cada morador contrata um instalador diferente, com equipamentos diferentes e padrões técnicos diferentes — e o condomínio acaba sem visibilidade real de quanta carga elétrica adicional está sendo somada ao sistema do prédio ao longo do tempo.
Cenário 2 — infraestrutura compartilhada, decidida em assembleia
A alternativa é o condomínio decidir, coletivamente, investir em uma infraestrutura de recarga padronizada — com o sistema elétrico dimensionado para múltiplos pontos, medição individualizada por unidade (cada morador paga só o que consome) e gestão centralizada via plataforma. Esse investimento entra em pauta de assembleia e pode ser estruturado de diferentes formas, dependendo do porte do condomínio e do número de moradores interessados.
Instalação individual
- Custo 100% do condômino
- Um projeto por vaga, sem padrão único
- Sem visibilidade da carga total do prédio
- Risco de disputas técnicas caso a caso
Infraestrutura compartilhada
- Projeto elétrico único, dimensionado para o prédio
- Medição individualizada por apartamento
- Gestão via plataforma (SaaS, protocolo OCPP)
- Manutenção e suporte contínuos
Não existe uma resposta única de preço — o investimento varia com o número de vagas, a infraestrutura elétrica já existente no prédio e o modelo de gestão escolhido. Por isso trabalhamos com Diagnóstico Duplo gratuito: avaliamos o seu condomínio antes de qualquer proposta comercial.
Por que isso importa mais em condomínios de Campinas e região agora
Com a frota de veículos elétricos crescendo no estado de São Paulo, é questão de tempo até o primeiro pedido chegar à administração — e, com a nova lei, negar sem justificativa técnica deixou de ser uma opção simples. Representantes do setor já alertam que a regulamentação, ainda incompleta em alguns pontos, pode gerar confusão nos condomínios existentes caso cada prédio tente resolver isso sozinho, sem apoio técnico especializado.
Condomínios que se antecipam — avaliando a infraestrutura elétrica antes que os pedidos comecem a chegar — evitam decisões apressadas em assembleia e negociam melhores condições do que quem precisa resolver tudo às pressas, sob pressão de um morador específico.
Como a Condocharger trabalha o investimento
Cuidamos dos 4 pilares do processo — diagnóstico e projeto, instalação completa, gestão inteligente com medição individual e manutenção contínua — e apresentamos o modelo de investimento depois de entender a realidade elétrica do seu condomínio, sem custo pelo diagnóstico inicial.
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Fontes: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Lei nº 18.403/2026) e Secovi-SP.